Perfumava-se enquanto ele falava da flor no seu cabelo, seu olhar hipnotizado a despia e sua flor se abria. O vento era leve, a saia roçava a pele deixando as coxas arrepiadas, eram um par pro seu par. De passo em passo com as mãos coladas ele na dela iam como quem vai sem pressa. Era noite, e do céu as estrelas contemplavam os amantes. Eram eles que se amavam, ela ia com passos mansos ele ia com o passo dela. Falavam, quando se calaram se olharam, suspiro, respiro, depois um giro, ela nos braços dele caiu, ele com sua boca a sustentou, sugou. O aroma noturno de dama-da-noite a deixava mais alegre e ele sensual, ela menina faceira parou para ver o espetáculo dos vagalumes, ele não via nada, só sentia o cheiro noturno e o toque macio que lhe cruzava a cintura, era a mão dela. Sentados na praça, conversa fora, veio um seresteiro que fez uma moda. Ele e ela, na mesma estrofe do poema, cantaram até em casa e despediram-se dessa cena.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Veneno e cura
Eu furo a melancolia escondida de outros Deuses, os que ainda dançam e voltam ao espetáculo das Deusas. Vou saborear cada arrepio enco...
-
Eu furo a melancolia escondida de outros Deuses, os que ainda dançam e voltam ao espetáculo das Deusas. Vou saborear cada arrepio enco...
-
Quantos cristais caídos nos foram dados de longe do ar? Talvez despidos dos silêncios encarcerados por tempos dentro de outros tempos, dis...
-
Uma pitada de flor trago para seu dia antes que anoiteça e o imprevisto de te querer me deixa só antes de mais nada só.

Nenhum comentário:
Postar um comentário