terça-feira, 14 de outubro de 2014

Evocações de dentro ou do lado de dentro

Algumas folhas caíram, deixando para trás as raízes e sumiram ao vento. Era tarde de inverno, nada no céu além do cinza. Colhia os dias a alegria esquecida pelo frio, que no sorver dos beijos que se fizeram raros tão perto estava o anoitecer. Anoitecer da alma, profunda e dilacerada dor. Talvez o resquício da letargia, agravada por uma dose de vodca e tapa na cara, na calada da madrugada. Nada mais será o mesmo e também nunca foi! Apesar de toda aparente repetição da roda da vida/morte, que ao meio da cena se desenlaça para dançar um solo. Testemunhas do novo sol, volta para casa e deixa o mar entrar, lavar as amargas cargas, deixa pra lá o que já não é mais de cá! Derrama do coração o azul e o vermelho do amor, por mais distante que pareça estar, nada seria tão surreal quanto o dia a dia nesta Terra. Devolve ao espírito a chave que conduz a vida! Ela volta a se perfumar de rosas, lançar de brilho olhares envolta em teu corpo amares, sabia que não era naquele rio que se perderia, nem tantas águas viciadas, com todas as almas das madrugadas, o lugar de amar pede por um altar. O universo inteiro é casa pra alma.

Areia movediça

Quantos cristais caídos nos foram dados de longe do ar? Talvez despidos dos silêncios encarcerados por tempos dentro de outros tempos, dis...