quarta-feira, 5 de julho de 2017

Uma pitada de flor
trago para seu dia
antes que anoiteça
e o imprevisto de te querer
me deixa só
antes de mais nada só.


terça-feira, 20 de junho de 2017

Tempo

Os dias passam sem a importância dos meus quereres
não querem saber dos gostos do meu agrado
eu que me adeque
no existir de mim mesma
nesses dias
meses
anos
séculos
vidas
vindas
mortes
saudade.


segunda-feira, 29 de maio de 2017

Desordem

Uma poeira no canto dos sentimentos encobria a ruína da tua passagem, os desgastes que te obrigas por culpa, quanta nódoa nos seus sentimentos! 
Duvidava da tua capacidade de ajustes, os corvos do destino estão comendo o podre da tua carne, paralisada diante de vocês que não me compreendem, como ver a certeza do olhar?
Uma corrente presa ao portão da mágoa, sorri agora tão disfarçada de doçura, escorre pelo canto da boca, o doce dos meus próprios beijos.
Me lambuzo. 



domingo, 28 de maio de 2017

Narciso

A água e o sangue descendo nos rios de mim,
inundada estou, que beleza vazia, contemplada na água límpida.


sexta-feira, 26 de maio de 2017

Terra

A movimentação que trazia os meios daquela época de nossas juventudes, gostava de contar histórias e outros contos. Novelas ditadas por seus próprios personagens, nada traziam de novo, mas o velho hábito de adorarem a si mesmos. Velhos espantalhos mal amados, não respeitavam mais as ordens de Saturno, pouco caso fizeram, o merecimento do espelho quebrado, um ato atroz para nossos vícios tão estimados. Agonizam no já!

Aquela piegas velhice caridosa, borrada de sangue cumprimentava os seus e os outros como doces de sebo. A transparência que causa obscurecimento por se mostrar, realidade codificada nas mentes torcidas de anos a fio, regrado, nos limites daquela significativa novidade, do amor dentro de si. Tão velhos sábios que dormem, decodificar o amor na ação. A qualidade da afeição que eu dou pra ti, vai ser o mais íntimo de  mim. Goste, não goste, o gosto.

No horizonte sumiram as metas.
Os pés no presente.
Chão.
Terra.


sexta-feira, 6 de maio de 2016

A flor, a merda e a terra.

Um caminho, um ponto,
encontro e um fim.

O amanhecer
outras luzes e trevas
encerra e começa
o voo do passarinho
a terra que rasteja.

Nua é a beleza.

A fúria dos dias
transforma as agonias
nossas almas em trama
na lama há dança
gozo e medo
veio ainda o desespero...

A descarga e a merda
a merda e a terra
a flor e a erva.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Luzes

Nas pegadas iluminadas que andava
deixava suave o ar
as maravilhas de outros nadas
tão estranhas ontem 
e hoje sonhos, alegrias
amanhã por mais ventanias
só no amor poesia.


Uma pitada de flor trago para seu dia antes que anoiteça e o imprevisto de te querer me deixa só antes de mais nada só.