segunda-feira, 29 de maio de 2017

Desordem

Uma poeira no canto dos sentimentos encobria a ruína da tua passagem, os desgastes que te obrigas por culpa, quanta nódoa nos seus sentimentos! 
Duvidava da tua capacidade de ajustes, os corvos do destino estão comendo o podre da tua carne, paralisada diante de vocês que não me compreendem, como ver a certeza do olhar?
Uma corrente presa ao portão da mágoa, sorri agora tão disfarçada de doçura, escorre pelo canto da boca, o doce dos meus próprios beijos.
Me lambuzo. 



domingo, 28 de maio de 2017

Narciso

A água e o sangue descendo nos rios de mim,
inundada estou, que beleza vazia, contemplada na água límpida.


sexta-feira, 26 de maio de 2017

Terra

A movimentação que trazia os meios daquela época de nossas juventudes, gostava de contar histórias e outros contos. Novelas ditadas por seus próprios personagens, nada traziam de novo, mas o velho hábito de adorarem a si mesmos. Velhos espantalhos mal amados, não respeitavam mais as ordens de Saturno, pouco caso fizeram, o merecimento do espelho quebrado, um ato atroz para nossos vícios tão estimados. Agonizam no já!

Aquela piegas velhice caridosa, borrada de sangue cumprimentava os seus e os outros como doces de sebo. A transparência que causa obscurecimento por se mostrar, realidade codificada nas mentes torcidas de anos a fio, regrado, nos limites daquela significativa novidade, do amor dentro de si. Tão velhos sábios que dormem, decodificar o amor na ação. A qualidade da afeição que eu dou pra ti, vai ser o mais íntimo de  mim. Goste, não goste, o gosto.

No horizonte sumiram as metas.
Os pés no presente.
Chão.
Terra.


Areia movediça

Quantos cristais caídos nos foram dados de longe do ar? Talvez despidos dos silêncios encarcerados por tempos dentro de outros tempos, dis...