terça-feira, 29 de julho de 2014

Não desconheço onde erro
apenas afastada estou de mim
longe talvez dos sonhos
ou
perto demais
que o medo paralisa
já perdi a decida da rua
a chamada da lua
aquela parte do teu corpo colada no meu
tanto querer perdido nas ilusões da vida
ontem soluçava em lágrimas
nada mais conecta o que outrora era
já era!
Por que canso tanto de querer saber
deixar para trás tudo que me persegue
tudo que eu persigo
encontramos-nos entre os cacos de vidros
cortados corações vazios
vazios de medo, angustia, dor
tá doendo tanto no meu peito
na minha alma que nada parece me acalmar
uma noite qualquer mesmo ao seu lado
sensação de falta de sentido que insiste
qual o sentido que me falta
para parar de fazer-me sofrer
de querer
querer
querer
já passou das cinco da manhã
continuo sem dormir
e você aqui.

quanta insatisfação cabe em meu ser?

quarta-feira, 2 de julho de 2014

de SOL!

Já não faço mais poesia
nem de noite ou dia
límbicas madrugadas
rítmicas anestesias
Já bastava o que não via
conhecia além do fim
bem no meio do desejo
tão grotesco o ser suspeito
Já passava outra esquina
outros postes tantas luzes
não se cantam pelas ruas
dobras em dores nuas
Já calava todas as rimas
todas as formas de palavras vivas
veia de letras em atropelo
sangue seco de verso doído
Já não posso trancar a dança
dos ventos dos corpos
soltura dos nós
sós deixo-os de sol.



Areia movediça

Quantos cristais caídos nos foram dados de longe do ar? Talvez despidos dos silêncios encarcerados por tempos dentro de outros tempos, dis...