Ciranda de minha infância
subir no pé de manga
no olho da árvore majestosa
tecia meu trono de rainha
minha brincadeira ia
além do que minha mãe via
meu pai na sombra da árvore
escutava o que eu seria depois de menina
eram sonhos tão vivos
que desenhavam meu destino
ao som dos pássaros
meu coração não conhecia o que era temido
medo não me alcança
criança usa sua própria dança
meu amor era infantil
aquele que só recebe
da mãe a educação
para ser moça bem comportada
sempre dentro do portão
do pai sempre carinho
bem mais atenção
hoje recordo dos tempos
aqueles que já não voltam
sou outra porém a mesma
procuro outra árvore
pra fazer outro reinado
pois o velho pé de manga
ficou lá no cerrado.
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